Amarok V6 x L200 Sport x S10 High Country x Ranger Limited x Hilux SRX

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Logotipo na grade e espelhos pretos são exclusivos da versão V6 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Amarok V6 x L200 Sport x S10 High Country x Ranger Limited x Hilux SRX
As novas Amarok V6 e L200 desafiam as rivais em todos os habitats de uma picape

Após oito anos sendo vendida apenas com o motor 2.0 biturbo, a VW Amarok se torna a primeira picape média com opção de motor V6 turbodiesel – é hoje a mais potente do segmento.

Toda a força desse novo motor já é posta à prova junto das quatro concorrentes mais vendidas, Chevrolet S10, Ford Ranger, Toyota Hilux e a Mitsubishi L200 Triton Sport, que recebeu mudanças na linha 2019.

Uma delas é a nova versão topo de linha HPE-S, testada com exclusividade por QUATRO RODAS. Você verá um comparativo diferente abaixo.

Desta vez, cada picape será avaliada por suas competências no uso urbano/rodoviário e no uso rural/fora de estrada, com dois rankings: um para cada perfil de consumidor.
Volkswagen Amarok Highline V6

A Volks tem histórico de virar o jogo trocando motores. O Gol só deu certo quando perdeu o motor refrigerado a ar, e o Up! só conquistou o brasileiro ao receber o 1.0 TSI.

Agora é a vez da Amarok, que pode mudar sua imagem no Brasil com o V6 3.0 TDI (já usado pelo Audi Q7 diesel) sem pesar a mão no preço: parte dos R$ 184.990 – só não é mais barata que a Mitsubishi L200.

São 225 cv e 56,1 mkgf de torque, que podem chegar aos 245 cv e 60 mkgf com overboost, acionado por até 10 s ao cravar o pé no acelerador entre 50 e 120 km/h.

Logotipo na grade e espelhos pretos são exclusivos da versão V6 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Será a picape média mais potente pelo menos até o lançamento da Mercedes Classe X V6, com 258 cv, em 2019.

Os freios a disco nas rodas traseiras – tão inéditos no segmento quanto o V6 turbodiesel – adiantam a pegada dessa nova versão.

Em nossa pista de testes, a Amarok precisou de apenas 8,8s para chegar a 100 km/h – é 2,8 s mais rápida que a 2.0 TDI, que segue à venda, e, pasmem, 0,8 s mais rápida que um Golf 1.4 TSI.

Amarok tem volante de automóvel (Christian Castanho/Quatro Rodas)

A tração integral 4Motion e o câmbio automático de oito marchas ajudam. Uma boa notícia é que esse V6 utiliza corrente para movimentar o comando de válvulas.

O risco de desgaste prematuro da correia dentada, que acometia o motor 2.0 biturbo, especialmente para mineradoras, não existe na V6.

Comparado ao 2.0, o V6 ainda consegue ser mais eficiente. Fez média urbana de 9,4 km/l contra os 8,8 km/l do motor menor. Na estrada, foram 11,6 km/l contra 10,8 km/l. São bons números também frente às concorrentes.

É fácil encontrar boa posição de dirigir na Amarok (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Com um turbo de geometria variável, o 3.0 TDI entrega força mais cedo e mais rápido, sem um aumento de ruídos significativo e com sensível melhora em vibrações.

Bastante estável, Amarok se transformou em uma excelente companheira para viagens, ainda que falte um pouco de espaço para as pernas no banco traseiro.

Motor V6 3.0 TDI que equipa a Amarok é o mesmo usado pelo Audi Q7 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Como a L200 e a Hilux, a Amarok usa direção hidráulica. É a mais direta de todas, mas não tão boa: pesada em manobras e leve em alta velocidade, faz exatamente o oposto do que se espera da assistência na direção.

Na terra, a Amarok se comporta como um jogador de futebol sem chuteiras. Os pneus Pirelli Scorpion Verde são bons no asfalto, mas os sulcos estreitos não dão a aderência necessária em terra fofa ou lama.

Se você pensa em buscar pneus de uso misto, não leve as rodas aro 19 (opcionais de R$ 2.720): fique com o jogo original, de 18 polegadas, mais fácil e barato de calçar.

Os mais puristas reclamarão da tração 4×4 permanente, da interferência eletrônica do modo off-road, que bloqueia o diferencial central, e da falta de caixa reduzida (a primeira marcha curta contorna isso até certo ponto).

Por outro lado, sua operação é mais fácil e segura para quem só vê terra de vez em quando.

Ficha técnica – Volkswagen Amarok Highline V6
Preço: R$ 184.990
Motor: diesel, diant. longit., 6 cil. em “V”, 2.967 cm³, 91,4 x 83 mm, 24V, 225 cv a 3.000 rpm, 56,1 mkgf a 1.500 rpm
Câmbio: automático, 8 marchas, tração 4×4 permanente
Suspensão: McPherson (dianteiro), eixo rígido (traseiro)
Freios: discos ventilado (dianteiro e traseiro)
Direção: hidráulica, 12,9 m (diâmetro de giro)
Rodas e pneus: liga leve, 255/55 R19
Dimensões: comprimento, 525,4 cm; largura, 195,4 cm; altura, 183,4 cm; entre-eixos, 309,7 cm; peso, 2.185 kg; peso/potência, 9,8 kg/cv; peso/torque, 38,9 mkgf; tanque, 80 l; caçamba, 1.105 kg, 1.280 l
Geometria: ângulo de ataque, 30°; ângulo de saída, 22° vão livre, 24 cm; ângulo de rampa, 23°
Equipamentos: 4 airbags, assistente de partida em rampa, bancos dianteiros com ajustes elétricos, central multimídia, sensor de pressão dos pneus, GPS, Isofix, faróis bi-xenônio, retrovisores com rebatimento elétrico, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, Isofix, ar-condicionado automático de duas zonas, tampa traseira com alívio de peso
Seguro (homem casado, 35 anos, São Paulo): R$ 9.335
Revisões (6): R$ 5.336
Peças: R$ 11.340